Spa para bebés

Dou por concluída (por agora) a feitoria de prendas para bebés. Depois de mantas e fraldas, e porque este era um outro bebé, entrei noutros territórios e fui explorar a hora do banho.

baby first spa

Um puff de de banho super macio.

pouf de crochet

E 4 paninhos lava bebés!

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E são tão macios como parecem!

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Agora é tempo de encerrar o crochet e voltar à costura. O que será que aí vem? Consegues adivinhar?

Manta de bebé em crochet

Todo o bebé precisa de um aconchega bebés, quer seja um quilt ou uma manta de lã. E eu vou alternando entre oferecer quilts e oferecer mantas de lã.

E desta vez a manta é mesmo de lã, feita em crochet com o ponto harlequim. É mesmo muito simples de fazer e não cansa nada. Resulta com todas as cores e mesmo em mantas para gente crescida! Embora na fotografia as riscas estejam na vertical o trabalho é feito ao contrario, na horizontal!

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Eu continuo na onda dos azuis e desde a manta da Sofia que fiquei fã da combinação do cinzento com o amarelo e o branco. Na verdade este esquema de cores é igual ao da manta da Sofia mas os 3 tons de roxo e rosa foram substituídos por azuis!

Para terminar fiz um bordo simples só com umas conchas no azul mais forte e o remate em ponto baixíssimo em amarelo para dar mais relevo. O bom deste bordo é que se funde lindamente com a manta.

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Este é um aconchega bebés muito fofo e macio, é suficientemente grande para embrulhar um bebé e suficientemente pequena para ser facilmente transportável com o bebé!

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Tenho a sensação que este é um projeto a repetir.

É ou não é uma prenda perfeita para um recém nascido?

E se quiseres arriscar tu também, podes usar o meu tutorial para este ponto!

Ponto Arlequim

Girafa de Crochet

A Maria é uma girafa afável e brincalhona que nasceu de uma coisa que era para ser e depois não foi!

Nunca tinha feito um boneco em crochet embora tenha tentado em tempos fazer um que não correu nada bem! E embora o resultado não tenha ficado como eu queria a Maria ficou perfeita e foi um grande desafio e uma grande aprendizagem.

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O que eu queria era fazer outros bonecos, pelos quais me apaixonei de verdade, mas como nunca tinha feito nenhum resolvi tentar primeiro este antes de embarcar em aventuras. E acho que uma boa parte de mim é “fazedora” de bonecos.

Dá-me tanto gozo o processo de fazer as partes, ver os bonecos ganhar forma e depois desenhar-lhes as expressões faciais. Tal e qual como com as minhas bonecas waldorf.

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E adoro o entusiasmo com que as miúdas acompanham o processo, em especial a Teresa que assim que pôde baptizou a Maria e levou-a para brincar.

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A Maria tem riscas, muitas riscas, e é por ter tantas riscas que acabou por não ficar bem como eu queria. A verdade é que, quando estava a escolher as cores disse para mim mesma, vezes e vezes sem conta, que ou usava o vermelho ou o laranja, mas no fim não resisti e acabei por usar as duas cores, quando o efeito que eu queria teria resultado melhor sem o laranja e sem o vermelho.

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Para a Teresa ficou perfeita, com laranja e com vermelho. Simplesmente perfeita!

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E a Maria até teve direito a um passeio de bicicleta!

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A Teresa ficou tão contente de poder brincar com a Maria que até dava gozo vê-la! Vês esta carinha linda?

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Agora imagina lá como é que a Teresa ficou quando eu lhe disse que a Maria era uma prenda para ela!

E mais uma vez fica paga o trabalho!

Passa Montanhas em Crochet

Na serra do Montejunto faz frio. Tanto frio que os gorros e as luvas foram das primeiras coisas a ficar operacionais depois da mudança. Mas a Sofia não tinha assim tantos e nós no meio da confusão vamos deixando coisas um pouco por todo o lado: em casa de uns avós, em casa de outros, nas mochilas na escola, coisas que ficam no meu carro, coisas que ficam no carro do pai…E a pretexto de agora ter mais espaço em casa, a minha mãe (e mais tarde a minha sogra) presentearam-me com os seus restos de lã.

Isto para dizer que resolvi fazer um Passa Montanhas para a Sofia. Ainda namorei uns modelos na Internet mas achei que havia de conseguir chegar lá sozinha, e consegui!

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Os ganchos são complementos. Estavam no cabelo antes de lhe por o Passa Montanhas!

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Usei uma lã grossa com uma agulha de 8mm e trabalhei sempre em ponto baixo.

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Este Passa Montanhas é mesmo muito fácil de fazer. Podes variar o ponto de crochet e escolher o que gostas mais de ver. Quanto mais fechado for o ponto mais quente fica! Depois faz um retangulo onde o lado maior é a largura à volta dos ombros e o lado menor é a altura dos ombros até à testa.

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Quando a tua peça tiver as medidas certas, dobra ao meio. A parte sem costura corresponde à parte de trás.

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Agora é só coser um dos topos e coser um pouco da parte da frente para fazer o pescoço. Podes também fazer mais uma ou duas carreiras à volta da abertura da cara, para acentuar e rematar.

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E é mesmo assim tão simples!

Camisola em Granny Squares

Uma das coisas boas que vieram com a nossa mudança para a aldeia foi o comboio. Eu gosto de comboios, gosto de não estar parada no trânsito, gosto de poder fazer coisas enquanto sou transportada para onde tenho de ir, gosto de poder fechar os olhos, de ler, de fazer crochet… gosto de não ter que ter atenção, gosto de não me sentir ameaçada por gente louca sobre 4 rodas.

E desde que me mudei tenho feito muito crochet. 40 minutos por dia é uma belíssima conta contra o stress e a favor da boa disposição! E nesta minha vontade de crochet iniciei uma demanda… a de esquemas e modelos originais e modernos, nada do crochet das nossas avós! Abaixo os naperons e as colchas de linha! Um dos primeiros projetos a ir para a lista foi esta camisola, que aguardou serenamente a chegada do Pai Natal (por isso é que não veio para o blog antes!)

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O modelo é da Nichi Trench. Eu segui a versão portuguesa deste livro dela, cuja tradução não é brilhante mas dá para lá chegar com um bocadinho de lógica.

Continuo a ser uma verdadeira aficionada por Granny Squares mas rematar todas estas linhas deixou-me sem vontade para mais durante uns tempos.

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A Sofia é um bebé robusto por isso podia ter feito a camisola um pouco maior, especialmente nas mangas. A lã que usei é mais um dos achados do ebay: 60% seda, 35% lã australiana e 5% cashmira, é super macia, trabalha lindamente e produz um resultado flexível e confortável para usar.

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A camisola fica-lhe mesmo bem e o Pai adorou (o que dá direito a pontos extra!)

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E eu tive direito a este sorriso! Está o trabalho pago :)

Podes ver outros modelos da Nicki Trench no raverly dela.

Crochet Moderno

O Croché foi das poucas coisas que a minha avó teve paciência para me ensinar e o que sempre gostei no crochet foi o conseguir perceber a cada momento o que tinha de fazer para obter determinado resultado.

Sempre achei que era versátil e facilmente ajustável a cada necessidade, para além de ser muito rápido e poder ser feito tanto com lã como com linha, e até com outros materiais como as fitas de tecido, os plásticos e afins.

Mas durante muito anos o crochet foi para mim mantas de lã e naperons para todas as divisões da casa, da cozinha ao quarto, passando por todos os móveis, mesas e mesinhas que ficassem pelo caminho. Em casa dos meus pais os naperons era mudados religiosamente todas as 6ª feiras, tal como os lençóis das camas!

E a minha avó tinha sempre um trabalho de crochet no saco, que fazia nas horas de ócio em que se permitia sentar em frente à televisão. Por causa dela tenho um saco cheio de naperons, em conjuntos muito aprimorados e cuidadosamente estudados para cada divisão, que nunca uso mas que sou totalmente incapaz de me desfazer deles.

Mas nos nossos dias o crochet é mais do que isso, e é nesta descoberta que eu tenho andado entretida desde o inicio do ano.

Estas fotos foram tiradas em Constância em Maio deste ano e deixaram-me rendida ao encanto da cor. A iniciativa parte de um projeto social de combate à solidão e o trabalho foi feito por quem se quis juntar à iniciativa.

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E sabes que mais? Adorava ter um barco “vestido” assim! E fiquei totalmente rendida às cores e a este novo crochet. Afinal há mais no crochet do que naperons!

Máquina de Tricotar

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Já a tenho à 5 anos. Comprei-a numa das alturas em que todas as minhas estrelas se alinharam e num feliz acaso, surgido quase do nada, encontrei alguém que me quis vender exactamente o que eu queria comprar: uma máquina de tricotar!

Na altura a Mafalda ainda não tinha um ano e eu estava na minha ascenção de aprendizagem e na minha fúria de querer fazer de tudo um pouco. Estava sedenta de aprender tudo o que pudesse criar com a minha mente e executar com as minhas mãos, e cheia de determinação de experimentar coisas novas.

Foi um bocado como comprar um carro sem saber conduzir, e na verdade continua a ser assim. Mas em relação ao tricot, verdade seja dita, sempre foi das coisas que menos gozo me deu fazer, por me parecer que demora sempre tanto tempo e exige sempre tanta atenção! Por isso encalhei na ideia da máquina, achei que seria mais divertido e sobretudo mais rápido.

Até porque umas das minhas recordações de infância é precisamente ver uma prima da minha mãe a tricotar numa máquina, com uma rapidez incrível. Mas nesse tempo a Singer ainda era a Singer e quando se comprava uma máquina comprava-se também as aulas para aprender a usá-la. É pena mas esses dias acabaram.

E foi assim que hà 5 anos atrás tentei por a máquina a trabalhar, e mesmo lendo e relendo as instruções, e fazendo passo por passo cada instrução, nunca consegui mais do que uma grande emaranhado de lã nas agulhas. Claro que ter uma criança tão pequena não facilitou em nada a minha dedicação à resolução destes problemas. E nessa altura não havia informação quase nenhuma na internet que me ajudasse a trabalhar com a máquina. Estavamos em 2008 e é fantástico o quanto as coisas mudaram. Hoje hà centenas de videos no youtube!

Moral da história: a máquina acabou arrumada dentro das caixas e posta de parte até um futuro com horas mais cheias de tempo.

Mas depois aconteceu ISTO e fiquei cheia de vontade de voltar a montá-la! E tive uma sorte porque a Filipa é uma querida e disponibilizou-se para me ajudar a perceber a mecânica da coisa e dar-me umas dicas para começar.

E o vida tem mesmo destas coisas, o que eu não conseguia fazer e que me impedia de começar os trabalhos, a Filipa ensinou-me com um atalho e com uns vídeos no youtube passou a ser tão fácil e rápido como comer uma bolacha!

O que quer dizer que por esta altura já sei acelerar e travar o meu “carro” mas ainda me falta tanto, mas tanto para aprender! Até porque a máquina tem imensos suplementos e acessórios para trabalhos especiais que fazem coisas lindas!

Agora que a minha máquina de tricotar está finalmente operacional não se admirem se no Natal vos calhar de prenda um cachecol!

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Manta de bebé em crochet

Quando estava grávida da Mafalda fiz-lhe uma manta de crochet em lã, porque ela seria um bebé de inverno.

Quando estava grávida da Teresa fiz-lhe um Quilt, porque no tempo que passou entre uma e outra aprendi a fazer quilts e já tinha feito quilts para outros bebés e queria mesmo fazer um quilt para ela.

Agora que estou novamente grávida as mãos puxaram novamente para o crochet, mas desta vez vou ter um bebé de verão e por isso em vez de lã a manta foi feita em algodão.

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O modelo é simples de fazer e consegues facilmente encontrar tutoriais gratuitos na internet. Escolhi fazer uma manta corrida e resisti à tentação de fazer uma manta em granny squares ou numa qualquer variação do tema, porque sabia que me levaria muito mais tempo e que juntar as peças todas acabaria por ser um trabalho que me ocuparia tempo que não tenho. Sendo assim este modelo provou ser uma boa escolha porque num instantinho ficou feito.

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A cercadura da manta é muito simples e continua a ser a minha preferida para terminar mantas em crochet, duas ou três carreiras em ponto baixo, de cores diferentes e é quanto basta.

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Esta é uma alternativa muito fácil e rápida para uma manta de bebé. Podes usar as cores que quiseres e quantas quiseres. Eu usei 6 cores: branco, amarelo, rosa, lilás, cinzento e roxo. Mas a manta resulta com qualquer combinação de cores que faças.

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E claro, também é optimo para fazeres uma manta de sofá e dares uso a todos os bocadinhos de lãs que tenha por aí à solta. Para mim este é mais um projeto para a minha lista de afazeres!

Saia em Crochet

Na mitologia grega a Penélope era a mulher do Ulisses que foi para a guerra de Tróia e esteve ausente 20 anos. Como a ausência de Ulisses se prolongava, o pai de penélope deu-o como morto e quis que a filha voltasse a casar contudo a Penélope acreditava que Ulisses voltaria, e encontrou uma maneira de simultâneamente satisfazer o seu interesse e o do seu pai. Penélope combinou com o Pai que só voltaria a casar quando terminasse de tecer um sudário para oferecer ao pai de Ulisses, e para prolongar ao máximo o seu tempo Penélope tecia durante o dia aos olhos de todos, e desmanchava o que tinha feito durante a noite!

Às vezes tenho trabalhos que me fazem lembrar a Penélope e a sua manta, que faço e desmancho, faço e desmancho, e que de tanto fazer e desfazer parece que levam toda a eternidade a ficarem feitos!

Como esta saia que me apaixonou assim que a vi numa revista italiana que me custou uma fortuna! Embora as lãs não sejam as mesmas o tamanho da agulha é o mesmo, o que deveria dar um acabamento semelhante. Mas qual quê!

Segui as instruções até me fartar de desmanchar e resolvi fazê-la a olho.

Há aqueles projetos que dão gozo acabar e depois há aqueles projetos que quando estão acabados nos fazem sentir mais leves e levemente aliviadas.

Foi desde o inicio um desafio e só a certeza de que ia valer a pena ver o resultado final me fez continuar. Desmachei e recomecei tantas vezes que lhe perdi a conta e várias vezes foi dada como pronta, mas depois houve sempre qualquer coisa que me fez voltar atrás e refazer. Acabou por não correr muito mal, afinal de contas foi feita em pouco mais de 6 meses!

Para agora ainda está um bocadinho grande mas é uma saia de verão e até lá estou mais do que certa que a Mafalda cresce o suficiente para a saia lhe servir na perfeição.

Não me sobrou vontade de fazer outra para a Teresa até porque adaptar novamente as medidas para uma saia mais pequena ia ser outro desafio, e de qualquer forma será inevitável que a Teresa quando chegar à idade da Mafalda acabe por a vestir também! Em vez disso resolvi aproveitar o algodão que sobrou para outro projeto de verão que tenho a certeza que vai fazer as delicias das pequenotas da familia. Mas isso é para outro dia!