Planear um bolo

Outubro está a chegar ao fim. Outubro é, para mim, aquele mês do ano que quase não existe. Passa tão rápido que eu nem dou conta do tempo passar. Passa ainda mais rápido que as minhas férias.

Porquê? Porque grande parte deste mês é gasto a organizar as festas de ano do mês de Novembro. Pois, são duas e seguidas, com quatro dias de intervalo, mais a familia e os amigos. Normalmente é uma maratona! O ano passado fiz 4 bolos de aniversário em menos de 7 dias, fora o resto! Foi obra!

Este ano, e porque estou de licença de maternidade quero aproveitar para fazer as coisas com calma e ao mesmo tempo quero aproveitar para me “perder” na cozinha, coisa que geralmente não tenho tempo para fazer. Por isso ando à procura de coisas novas para fazer, massas de bolo diferentes do que normalmente faço mas que sejam compatíveis com o nosso gosto e com a apresentação que elas querem.

É que por cá elas já se habituaram a numa mãe que faz tudo, incluindo os bolos de aniversário mais giros que elas já viram. É mesmo sem modéstia! É claro que há bolos melhores e mais bem feitos mas elas é que ainda não os viram! Os meus, por agora, ainda estão no topo da lista!

E assim sendo tenho andando de volta dos bolos, a construir o conceito de cada um dos bolos, para ser o que elas pediram e ainda assim ser capaz de lhes arrancar aquele ar de surpresa/espanto/fantástico que me deixa tão feliz.

Então e como se chega ao bolo (quase) perfeito? Pois bem, o primeiro passo para um bolo (quase) perfeito é…

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Parece assim tão estranho? Desenhar o bolo permite ter noção da quantidade de bolo que vais precisar. Eu gosto de bolos com 3 andares, mas para não ter uma quantidade infinita de bolo, optei por comprar formas com diametros mais pequeno. Assim posso na mesma empilhar bolos, mas bolos mais pequenos.

Também te dá uma ideia dos materiais que vais precisar de comprar. Se já entraste numa loja de decoração de bolos sabes que é dificil, quase impossivel, não sair de lá completamente falida! Há tanta coisa, tão gira, com milhões de possibilidades… Saberes exactamente o que vais fazer (ou quase!) ajuda-te a manteres a mente no essencial e a deixares de lado o acessório.

Desenhar um bolo também serve para perceberes o tipo de massa de bolo que vais ter de usar. Porquê? Massas muito leves e fofas, do tipo pão de ló, não servem para empilhar. O peso das camadas seria suficiente para esborrachar as camadas, e a própria pasta de açúcar contribuia para deformar o bolo. Por isso massas deste tipo só mesmo em bolos de uma só camada.

Os bolos de várias camadas devem ser de uma massa mais compacta, não é preciso ser tipo brownie! Basta uma massa mais para os lados do bolo de iogurte normal, que fica leve mas com alguma consistência. Depois é só escolheres que sabor vai ter o teu bolo!

Ora aqui é sobretudo uma questão de gosto pessoal, e também de adequares o bolo às bocas que o vão comer, especialmente quando há crianças. E é nesta demanda, de receitas novas e boas, que eu ando. O que quer dizer que tem havido bolos, muitos bolos….

Nesta fase de testes convém haver uma forma de escoar os bolos em excesso… até porque já não estando grávida já não tenho grande desculpa para comer bolos alarvemente! E desta vez calhou à educadora da Teresa e à professora da Mafalda!

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Os bolos foram decorados por elas, ao gosto delas. Eu fiz os remates finais, e sabes que mais? Decorar bolos é uma boa atividade para fazer com elas: estão entretidas, desenvolvem a motricidade fina e a cordenação, sacodem o pó à criatividade e é tempo de qualidade que passamos juntas!

E tu? Quais são os teus truques para bolos perfeitos?